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{Conhece-te a ti mesmo...e acalma-te}

 

Tem dias em que eu acordo achando que todo o meu esforço foi em vão. Que tudo aquilo em que eu acredito parece estar por um fio e nada parece fazer muito sentido. E quando isso acontece a minha reação inicial é me revoltar, querer sumir, mandar tudo às favas. Confesso que eu mal me reconheço quando estou assim.

Olhar para as coisas boas da minha vida e ser grato é o primeiro passo para me reequilibrar. Mas quando apesar das coisas boas, um sentimento ruim bate à minha porta eu tenho tentado vivenciar a dor. Olhar com gratidão para as coisas boas é muito diferente de trancar numa caixa um sentimento ruim. É como tomar analgésicos o tempo todo em vez de estirpar a causa da dor. E pode ser uma armadilha: em vez de aproveitar a oportunidade de nos autoconhecer, preferimos colocar em quarentena uma situação que "não sabemos encarar" em vez de encarar os fatos e nos perguntar "Ok, está ruim. Nao sei lidar com isso. Mas por que é que eu estou sentindo isso mesmo?"

Embora não seja nem um pouco fácil, nem agradável, o desconforto serve para nos ensinar algo. Então não fuja do sentimento, seja honesto com você mesmo que a resposta aparece. E o que é ruim, também passa.

Embora a tendêcia seja tentar encontrar um "culpado", o agente, o gatilho da nossa dor – e às vezes ele até existe porque fizemos determinadas escolhas – a forma como lidamos com ele, como encaramos o problema muda todo o cenário, muda o resultado da equação. E muda o seu astral.

Existe uma parábola oriental que diz que a nossa mente é como a água. Quando nos debatemos a água se torna encrespada, perde a transparência, as partículas se agitam e mal conseguimos nos perceber no reflexo. Mas quando resolvemos parar e nos acalmar, as partículas decantam, a água volta a ficar cristalina e a superfície se torna um espelho, onde finalmente podemos olhar e nos ver como realmente somos.